O Chamado de Cthulhu

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Night creature.JPG O Chamado de Cthulhu surgiu das trevas!!

Of DOOOOOOOOOM!!!

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Um brinde de cianureto.jpg Este artigo é relacionado à literatura.

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Cquote1.png E daí que é um conto mais famoso? Pelo menos minha aparição literária rendeu uma trilogia e uma participação no Terrordrome. Cquote2.png
Dr. Herbert West sobre O Chamado de Cthulhu

O Chamado de Cthulhu (The Call of Cthulhu) é o conto mais famoso do escritor satânico gótico Howard Phillips Lovecraft, e é atualmente uma das obras mais adoradas por desocupados de todos os cantos do mundo. Toda fama e toda a adoração que gira em torno desse conto é proveniente do fato de que o mesmo teria sido o responsável por introduzir o famoso Cthulhu no universo da ficção. Apesar de ser tratado como uma mera obra literária, diversas seitas de adoração a seres cósmicos alienígenas e demônios com tentáculos provenientes de outras dimensões, estabeleceram-se ao redor de todo mundo impulsionadas pela publicação desse conto. Há quem acredite que a história na verdade trata-se de um conjunto de manuscritos coletados por Lovecraft durante uma visita que teria feito a Atlântida, na qual os habitantes acreditavam numa profecia de que em um futuro muito próximo, uma criatura do Inferno acordaria de seu estado de hibernação no fundo o oceano e passaria a tocar o terror na humanidade.

Criação da obra[editar]

O Chamado do Cthulhu em sua versão moderna.

Quando atingiu a adolescência, inspirado pelas vezes em que acordava de manhã e se deparava com sua mãe usando uma máscara facial para beleza, Lovecraft passou a se aventurar no mundo do horror: assistia filmes mudos em preto e branco e mergulhava no universo literário de grandes autores como Mary Shelley, Bram Stoker e Edgar Allan Poe. Além disso, Lovecraft também adorava estudar mitologia nas horas vagas, e todos esses fatores juntos contribuíram significativamente na formação de sua personalidade: pálida, triste e sádica. Então, ainda na escola, Lovecraft decidiu abandonar tudo para virar gótico e vadiar pelas ruas, frequentar cemitérios, colecionar caveiras, tomar taças de suco de groselha fingindo ser sangue, adorar vampiros e encarar as pessoas de forma aterradora em becos escuros.

Vendo que seu filho estava jogando sua vida fora a troco de nada, seus pais se veem obrigados a aplicar em Lovecraft uma épica surra de vara e cinto, para que ele se desse conta de que estava desperdiçando sua preciosa existência com coisas superficiais e que não lhe dariam qualquer futuro. Após o corretivo, Lovecraft se comprometeu com seus pais a largar aquela vida, e disse que jamais tornaria a repetir novamente aquilo. Entretanto, a verdade é que às escondidas Lovecraft continuou com seus vícios e manias, sobretudo aquele que mais lhe agradava, que eram as histórias vampirescas.

Uns dias depois, caminhando tranquilamente pela calçada de sua rua, Lovecraft decide entrar em uma livraria para ver se havia algo de interessante e novo sobre vampiros que ele pudesse comprar. Porém, ao entrar no estabelecimento, a faxineira tinha acabado de limpar o lugar, e se esqueceu de botar um aviso sobre chão escorregadio no local. Como resultado, Howard acaba escorregando e batendo com a cabeça no piso duro. Em virtude dessa batida, ele então sofre com um maior organização em suas ideias, e chega a conclusão de que vampiros, embora legais para passar o tempo, são completamente ultrapassados e clichês, e que já estava na hora de alguém começar a escrever sobre algo mais original.

Lovecraft então decide que se tornaria escritor e seria autor de algo jamais visto na história literária do horror. Porém, como nunca tinha escrito antes, ele não fazia ideia de como iniciar um livro ou mesmo um conto. Durante as comemorações natalinas daquele mesmo ano, Lovecraft ainda queria realizar sua meta pessoal, mas permanecia sem qualquer inspiração. Eis então que em meio a um de seus sonhos, o aspirante a escritor recebe a visita do Fantasma do Natal Futuro (cujo seu nome verdadeiro, segundo o próprio, era Stephen King), que lhe disse que a melhor maneira de se tornar um bom escritor, era lendo muito.

Lovecraft desse dia em diante passou a ler tudo o que via pela frente: horror, ficção, romance, drama, auto-ajuda e até embalagens de cereal. Certo dia, enquanto lia um jornal local, ele se depara com uma reportagem sobre o avistamento de OSNI's num rio que cortava a cidade próximo a um parque, os quais teriam submergido de águas profundas e abduzido uma velhinha corcunda que alimentava os pombos próximo ao local. Fascinado com aquilo, Lovecraft finalmente tem uma faísca de inspiração e chega a conclusão de que a melhor alternativa para a época seriam os alienígenas e o horror cósmico. Assim, após se basear também na sua criatura favorita da mitologia, o Kraken, eis que surge o primeiro esboço do Cthulhu, o qual serviria como seu passaporte de entrada para todo seu reconhecimento no universo do horror e da literatura.

O Cthulhu[editar]

O todo-poderoso Cthulhu, pegando uma brisa do mar em uma praia pela manhã, antes de pôr em prática seus planos maléficos.

Cthulhu é o nome dado para a mais famosa aberração surgida da imaginação profana e depravada de Lovecraft, e sem sombra de dúvidas, é o seu personagem mais famoso (embora acredita-se que não seja fictício e sim uma criatura supostamente real). Não se sabe ao certo qual a origem de Cthulhu, mas acredita-se que ele tenha vindo de outra dimensão para tocar o terror no humanidade e saciar sua incessante fome de poder (e talvez também de humanos, nunca se sabe o que pode se passar na cabeça de criaturas-polvo-demoníacas-alienígenas). Há quem acredite que Cthulhu tenha chegado no planeta antes mesmo dos seres humanos surgirem, mas devido ao tédio, acabou pegando no sono em algum canto do mundo antes de testemunhar de perto o aparecimento destes, o que explicaria porque durante muito tempo, ninguém sabia de sua existência.

Teorias sugerem que Cthulhu pertença a uma raça muito fiel a tradições e rituais. Assim que com a ajuda de um amigo antigo, HolyAngemon, Cthulhu tenha chego no planeta Terra através do Portal do Destino, ele decidira povoar esse planeta, até então enfadonho e sem-graça, com uma raça de anomalias anfíbias conhecidas como Deep Ones, a mesma a qual pertencem Gill-man e Rikuo. Tais criaturas teriam tomado posse dos pantanais, brejos e lagoas do mundo todo, fazendo desse planeta sua casa. Cthulhu também teria fundado aqui a cidade perdida de R'lyeh, que posteriormente teria inspirado a criação de diversas outras construções nos mesmos moldes, tais como Rapture e Atlântida.

Cthulhu em um cover do poster do seu filme favorito da Sessão da Tarde, Tubarão.

Porém, quando Cthulhu entrou em hibernação com o alinhamento das estrelas (há quem diga que este seja um fenômeno tão chato que tenha o poder de induzir um sono profundo em qualquer um que olhe diretamente para os céus), todo o seu povo de Deep Ones, sem muito o que fazer, decidiu cochilar também, pelo menos, até alguma coisa de interessante acontecer naquele planetinha brega. Anos mais tarde, os seguidores de Cthulhu teriam sido bruscamente acordados por um barulho descomunal, e ao subir até a superfície, deparam-se com um planeta completamente diferente, povoado por seres asqueroso e feios que viviam se cobrindo com pele de animais e fazendo o maior barraco, os humanos. Desse dia em diante, a aparição dos Deep Ones passou a ser cada vez mais frequente nas comunidades humanas, muitas vezes para sequestrar humanos e obrigá-los a jurar todo seu amor e lealdade ao seu Deus, Cthulhu. Dessa forma, milhares de cultos ao monstro teriam surgido ao redor do mundo, tornando-o cada vez mais famoso.

Cthulhu, com o decorrer do tempo, conseguiu desenvolver também uma sofisticada técnica de comunicação, que lhe permitia, mesmo em estado de profundo sono, comunicar-se com os humanos. Assim, para passar o tempo, volta e meia ele influenciava o sonho dos mais fracos de espírito só de sacanagem. Também acredita-se que vários de seus cultistas tenham se engajado na função de acelerar o despertar da criatura, para que Cthulhu voltasse a reinar sobre os quatro cantos do mundo e tomasse seu lugar de direito no planeta, onde poderia escravizar toda a humanidade e dominar todas as formas de vida que aqui se encontravam. Lovecraft, um dos principais líderes dos cultos de adoração a Entidade, ficou encarregado de espalhar para o mundo todo as profecias e planos que aguardavam a população humana, e passou a ser um dos principais difusores dos princípios cthulhuescos nesse plano.

A História[editar]

A história é caracterizada por uma série de histórias dentro de histórias, e começa com um antropologista traumatizado de Boston, Francis Wayland Thurston, narrando sobre a existência das aberrações mais terríveis e hediondas com as quais uma pessoa pode ter contato. A história é contada em primeira pessoa, mas como isso aqui não é um deslivro, iremos descrevê-la como se fosse uma sinopse cinematográfica, pulando as encheções de linguiça e as partes onde o narrador descreve sobre o quanto estava se borrando de medo espantado.

O horror de argila[editar]

Imagem de um dos sórdidos cultos de Cthulhu, encontrada entre os documentos de George Angell.

Tudo começou quando o tio-avô de Francis, George Gammell Angell, um velho já com os dois pés na cova e que só Deus sabia a idade, se lembra que já tinha morrido há alguns anos atrás e decide finalmente seguir a luz no fim do túnel e abotoar seu novo em folha paletó de madeira. Como era um pobre coitado solitário sem família e amigos, seu único herdeiro e executor testamentário (ou seja, aquele que teria de ficar com a incomodação responsabilidade de lidar com todos os desejos finais do defunto) era o próprio sobrinho, Francis. Logo, se quisesse garantir que todos os fundos e bens do velho fossem direto para seu bolso, Francis deveria seguir a risca uma série de procedimentos entediantes e demorados. Uma das etapas principais de toda essa burocracia consistia na análise de todos os papéis e documentos que o velho tivesse guardados em sua casa (testamento, certidão de nascimento, lista telefônica, diário pessoal, folhas de caderno usadas para jogos de forca, papel-higiênico e qualquer coisa feita de papel, escrita pelo velho e que pudesse ser lida).

Ao vasculhar as velharias do falecido, Francis depara-se com uma série de documentos sobre cultos desconhecidos e uma escultura gótica trevosa de argila, de uma espécie de híbrido monstruoso entre alienígena, humano e polvo. Ao se assustar com a monstruosidade esculpida na peça, Francis imediatamente leva as coisas de seu tio até um pai de santo local para benzê-las, achando que o velho tinha pirado na batatinha depois de atingir a terceira idade e voltado-se a adoração de Satanás e outros chifrudos das hordas infernais. Assim que o pai de santo, após um ritual de descomunal charlatanismo, espanta os maus espíritos nas quais aqueles objetos supostamente estariam envolvidos, Francis os traz de volta para casa e começa a ler os manuscritos deixados por seu tio gagá. Em sua maioria, tratavam-se de relatos de pessoas excêntricas que alegavam ter pesadelos com o Freddy Krueger, notas sobre cultos satânicos e textos sobre gente esquizofrênica e fugitivos do manicômio em geral.

Cthulhu passando as instruções para a construção de sua estátua a seu escravo Henry durante um de seus sonhos.

Um dos relatos de seu tio remetiam a visita de um escultor psicologicamente perturbado conhecido como Henry Anthony Wilcox. Henry era um típico esquisitão de mente brilhante desses que costumam ser os principais alvos de bullies e valentões nos períodos da escola. Por ser diferente, seus colegas sentiam-se intimidados com sua inteligência, e faziam dele seu saco de pancadas oficial. Por conta disso, Henry acabou perdendo cada vez mais sua civilidade, e passou a se isolar de todo e qualquer convívio social, vivendo na base de enlatados em sua casa. Todo o efeito nocivo proveniente de sua saúde debilitada devido ao consumo excessivo de alimentos prejudiciais somados ao trauma de ser o maior paga-lanches de sua turma teriam se manifestado sob a forma de distúrbios do sono, fazendo com que Henry esculpisse a tal estátua do bicho durante um episódio de terror noturno. Assustado e sem saber de que parte profana de seu cérebro teria tirado toda aquela criatividade medonha, Henry procura pelo tio de Francis, para que o mesmo analisasse a escultura e traçasse uma raiz histórica na qual aquele demônio se encaixasse.

De imediato, seu tio teria ficado fascinado com a ideia de um culto de adoração ao Diabo, e de cara já foi enchendo Henry com uma séria de perguntas toscas sobre o que ele deveria fazer para se tornar parte daquela seita, embora sua animação tenha murchado assim que ele se deu conta de que o escultor era apenas um zé-ninguém que sequer sabia porque estava sonhando. Apesar daquilo, Henry passou a manter contato regular com o tio de Francis, contando sobre suas longas experiências oneirocinéticas. Como seu tio era um aposentado sem muito mais o que fazer na vida, ele conseguia tirar tempo de sobra para ouvir as viagens na batatinha de Henry. De acordo com o jovem, inclusive, um humanoide gigantesco e com tentáculos saindo de sua cara (que não era o Davy Jones) teria vindo lhe visitar naquela noite e o obrigado a fazer uma escultura dele enquanto dormia. Desde então, a criatura todas as noites lhe fazia uma visitinha, perturbando-lhe o sono e fazendo-lhe ter visões das mais terríveis, como por exemplo, a playboy da Hebe. George Angell teria perdido o contato com Henry quando este, cansado de tanto sofrimento, bateu com a cabeça na parede até a parte de seu inconsciente responsável pelas visões maléficas parar de funcionar. E também não faria mais falta alguma, já que uma vez não podendo mais descrever para George sobre seus sonhos, ele se tornara completamente inútil.

Tio de Francis perdido no meio da chuva, após esquecer de tomar seus remédios.

Ainda a bisbilhotar as coisas de seu tio caduco, Francis encontrou diversos registros de episódios anormais, todos referentes a criatura dos sonhos de Wilcox (que você, caro leitor, a menos que seja um jumento reprovado no teste de QI, com certeza já deduziu se tratar do todo-poderoso Cthulhu tentando passar o tempo). Nesses papeis, constavam dados acerca de uma enorme crise de demência coletiva, onde não apenas Wilcox, mas diversos outros pobres coitados escolhidos a dedo por Cthulhu teriam recebido uma visitinha nada amistosa durante os sonhos. Todos os infelizes tratavam-se de escultores, poetas, pintores, artistas, filósofos e demais desempregados com alta propensão a sofrer de delírios paranoicos e surtos de esquizofrenia. Não se sabe ao certo o porquê de Cthulhu ter selecionado um grupo tão restrito de pessoas. Possivelmente essa escolha deve-se ao fato de que por natureza, pessoas que optam por esse tipo de vida já tem a tendência de enlouquecer ou sofrer com alucinações mesmo sem o consumo de drogas, o que faria deles um alvo perfeito caso se quisesse manter a discrição, uma vez que dificilmente alguém irá se surpreender com prováveis surtos psicóticos vindos desses grupos.

Conforme ia aprofundando-se cada vez mais nos manuscritos de seu tio, a coisa ia ficando cada vez mais sinistra, sobretudo por Francis perceber que o velho era um doido varrido que tinha obsessão em colecionar casos de mortes, tragédias e desgraças em geral. No meio dos documentos, Francis encontrou inúmeros relatos aterradores do mesmo período em que Wilcox teria pirado na batatinha. Dentre eles, havia o recorte de um maluco de Londres que teria se matado ao colocar boldo em seu próprio chá. Um fanático religioso da Igreja Universal teria pregado a futura vinda de um Satanás-polvo-verde e suas hordas demoníacas das profundezas infernais aquáticas. Membros da Klu Klux Klan teriam distribuído mantos brancos de graça para civis, induzindo ataques de intolerância a qualquer um que estivesse comendo polvo, fosse dono de algum estabelecimento que comercializasse polvo, ou fosse tão feio quanto um polvo. Nativos indianos teriam virado canibais e atacado o Taj Mahal em busca de carne humana. Macumbeiros e praticantes assíduos de voodoo teriam se rebelado e tentado dominar o governo do Haiti. Policiais americanos teriam sido espancados por multidões furiosas de Testemunhas de Jeová, que os acusavam de ficar o dia todo comendo rosquinha e de pernas para o ar enquanto o mundo estava prestes a acabar. E por fim, loucos em hospícios espalhados pelo mundo todo teriam cometido suicídio em massa, ao acordarem gritando no meio da noite, saírem correndo sem olhar para frente e acabarem saltando janela afora rumo a morte iminente (embora esses últimos também podem ter sido obra do Freddy Krueger).

A narrativa do Inspetor Legrasse[editar]

Professor Webb durante seu primeiro contato com o culto de esquimós luciferianos.

Por ser um desocupado sem muito o que fazer na vida, Francis ficou aquela tarde toda lendo os documentos de seu tio doido, enquanto se esbaldava em café com pêssego enlatado. Aparentemente, antes mesmo de ter contato com o escultor Wilcox, George Angell já tinha tido conhecimento da coisa com cabeça cefalópode. O primeiro contato teria acontecido alguns anos antes, durante uma convenção de ficção científica sobre o Mutante de Metaluna. Na ocasião, o inspetor de polícia John Raymon Legrasse teria sido levado até aquele reduto de nerds para procurar respostas acerca de uma estatueta monstruosa que ele havia achado durante um ritual de macumba nos pântanos da região. A estátua nada mais era do que o retrato falado de Cthulhu, e aparentemente consista no centro da adoração de um culto de sádicos praticantes de vodu.

Ninguém fazia a menor ideia de que buraco teria surgido aquele tipo de arte profana, até que um nerd aleatório, William Channing Webb, se apresentou com informações sobre o treco. Webb, alguns anos antes, teria partido em busca de novas ideias para as sessões de RPG que mestrava nos domingos à tarde, e acabou parando onde Judas perdeu as botas. Nesse fim de mundo (mais tarde identificado como Groenlândia), ele teria tomado conhecimento de um culto de esquimós psicopatas que adoravam uma forma peculiar e excêntrica do Diabo. Após subornar o criomante da tribo de esquimós com comida congelada, Webb teria conseguido arrancar deles um frase escrita em um idioma alienígena (provavelmente sumério). Após comparar as informações, os detetives de boteco ali reunidos chegaram a conclusão de que havia muito em comum entre os esquimós satânicos e os macumbeiros do pântano. Sem contar que o Inspetor Legrasse aparentemente já conseguido a tradução daquelas palavras com alguns internados no sanatório local, que diziam que havia um tal de Cthulhu enterrado numa tal de Atlântida R'lyeh.

Um dos adoradores de Cthulhu do pântano, catando flores para o depravado ritual.

Em seguida, é a vez de Legrasse contar as historinhas para boi dormir, que decide então relatar sua experiência. De acordo com o inspetor, certo dia ele e sua loucademia de polícia teriam tido seu café com rosquinhas abruptamente interrompidos por um caipira amedrontado, provavelmente chapado. Segundo o caipira, um rotineiro culto de adoração a Satanás no meio do pântano estava sequestrando mulheres, crianças e bêbados para oferecer a alguma entidade demoníaca, além é claro de tocar o terror na população. Pensando que se tratava de algum tipo de macumba de imigrantes haitianos, Legrasse e seu grupo de policiais obesos foram até o matagal acabar com a festa de uma vez por todas. Assim que chegaram no fim de mundo de onde o caipira tinha saído, que nada mais era do que um aglomerado de barracas de palha miseráveis, os moradores abandonaram a polícia na entrada do pantanal, com medo de ter suas almas sugadas por um demônio das cavernas que acreditava-se habitar as redondezas.

Logo, restou a Legrasse e seus capachos adentrarem aquela floresta sombria e endiabrada. Quando o inspetor e o resto dos policiais finalmente chegam até o lugar do culto, eles se dão conta de que a coisa era muito mais diabólica do que se imaginava. Em meio a uivos, cantos de invocação do Inferno, danças macabras, alucinações com demônios no meio do mato e sem-tetos esquartejados, alguns dos policiais sofrem de infarto fulminante do coração e acabam desmaiando, enquanto outros se borram por completo e simplesmente ficam paralisados de medo no meio dos arbustos e urtigas. Após jogar água suja de lama na cara de seu pessoal para acordá-los, Legrasse decide dar um basta naquela antessala do manicômio, e com os poucos homens que não saíram correndo após sujar as calças perante aquela cena, ele junta os macumbeiros todos na porrada, prendendo mais de 40 adoradores (e matando um aqui e outro lá). Como era de se imaginar, constatou-se que seus integrantes resumiam-se em praticantes africanos de umbanda, maçons, membros da Igreja Universal e haitianos em geral. Obviamente foram todos presos e obrigados a falar sobre os ritos maléficos antes de serem encaminhados para a cadeira elétrica (seu provável fim).

Um dos Great Old Ones procurando por novos mundos para escravizar.

Durante as sessões de interrogatório porém, Legrasse não obteve muitas informações... Pelo menos não informações que fizessem muito sentido. Mesmo sob ameaça de tortura e forca, o inspetor não obteve nada de relevante. E não é pra menos, afinal, para qualquer ser humano que se preze ou que tenha o mínimo de sensatez, dor e morte é fichinha perto de ter que enfrentar a ira de Cthulhu. Entretanto, um indivíduo aleatório, provavelmente sem amor pela vida, decidiu dar com as línguas nos dentes e contar uma longa história confusa e sem sentido sobre os Great Ones. O macumbeiro em questão chamava-se Castro, e contou que Cthulhu e sua trupe na verdade habitara o planeta muito antes dos primeiros homens pisarem na Terra. A criatura seria uma espécie de entidade cósmica alienígena, que cansado de viver na mesmice em sua dimensão chata, na qual nada de interessante acontecia, decidiu se aventurar em outros mundos ao lado de seus irmãos conterrâneos capetídicos.

Porém, os Great Old Ones tinham um ponto fraco: o desalinhamento das estrelas. Eles só podiam assumir uma forma física quando as estrelas estavam juntas. Isso porquê, quando as estrelas não estavam alinhadas, o temeroso João Pestana descia dos céus, se apropriando de sua magia para pôr em hibernação qualquer criatura arruaceira que estivesse planejando tiranizar o Universo. Assim, Cthulhu e sua gangue teriam sido literalmente postos para dormir. Durante seu confinamento, estas aberrações não morriam, já que vaso ruim não quebra. Entretanto, são limitados a um estado de preguiça crônica, no qual a única coisa que ainda funciona é sua consciência, e portanto, eles tinha plena ciência de tudo que estava ao seu redor. Como estariam fardados a viver numa monotonia insuportável muito pior que a programação de domingo, pelo menos por alguns milhões de anos, essas monstruosidades acabavam invadindo os sonhos de fanáticos religiosos e demais profetas do Apocalipse, dando assim origem aos seus respectivos cultos.

Após ler toda aquela papelada, Francis (caso não se lembre leitor, é aquele carinha do início da história do conto) chega a conclusão de que seu tio não tinha simplesmente morrido por ser mais velho que a Tia May, e sim que ele teria sido apagado da existência por ser um velho teimoso e intrometido que sabia demais. Francis então decide tirar aquilo a limpo, e passa a dar continuidade as investigações de seu tio senil.

A loucura vinda do mar[editar]

Como não tinha encontrado mais nada que preste acerca dos diabólicos rituais do culto de Cthulhu, Francis decide largar sua vida de caçador de monstros e fazer o que sabia fazer melhor: porra nenhuma. A primeira coisa que Francis fez assim que abandonou seus estudos sobre o monstro alienígena imaginário foi visitar um amigo, um zelador de um museu que sofria de um caso grave de megalomania e pensava que era mineralogista. Seu amigo o tinha convidado para uma partida de canastra com outros falastrões, todos pertencentes ao círculo de amigos da sua terapia grupal do hospício da cidade. Como Francis era um antropologista, ele era oficialmente um desocupado, e portanto tinha muito tempo livre para participar de atividades completamente aleatórias sempre que lhe desse na telha, e em virtude disso, aceita o convite.

Representação artística da épica batalha entre os marinheiros e os macumbeiros adoradores do Diabo.

Quando chega no museu, ao fuçar umas prateleiras empoeiradas que provavelmente serviam como berçário para aranhas, ratos e morcegos; Francis se depara com uma reportagem envelhecida sobre um curioso caso de um navio (de nome Vigilant 8) rebocando um navio (de nome Alert) que fora tomado por outro navio (de nome ema Emma), reportagem essa que estava soterrada embaixo de uma pilha de pedregulhos sem valor que seu amigo zelador catou dos vasos da vizinhança e jurava serem pedras preciosas.

Quando pensava que não existiam mais pistas sobre o culto a Lúcifer Cthulhu, Francis tem novamente uma luz sobre o que podia ter matado seu tio falecido. De acordo com a reportagem, o Emma, uma famosa escuna comandada pelo norueguês Gustaf Johansen, que promovia cruzeiros para gente pobre que não podia pagar por uma viagem de verdade em um navio decente, teria sido interceptada durante uma de suas viagens por uma tempestade incomum, provavelmente de origem sobrenatural. Mais tarde, após ter sido desviada de sua rota habitual, a escuna acabou sendo abordada pelo Alert, um barco controlado por um bando de macumbeiros polinésios.

Como eram todos satanista e devotos fiéis de Cthulhu, a primeira coisa que fizeram foi de atacar a escuna, afinal de contas, nada agradaria mais uma entidade cósmica de natureza maquiavélica do que uma boa e velha carnificina gratuita. Após uma épica batalha digna de um episódio da Era de Ouro da Pirataria, só que com panelas e frigideiras no lugar dos mosquetes e das espadas, os marinheiros do Emma mandam os macumbeiros para o colo do Capeta, e tomam posse do seu navio, o qual pretendiam desmontar e vender para empresas de construção civil pelos olhos da cara.

Porém, boa parte dos marinheiros que acompanhavam Johansen misteriosamente somem do mapa assim que eles, por um mero acaso do destino, se deparam com a ilha de Lost perdida no meio do oceano. Com certeza alguma desgraça bem escabrosa acontecera naquele lugar, mas para não espalhar o pânico entre a população, que já era obrigada a conviver com o frequente medo de ameaças como a Al Qaeda e os comunistas, capitão Johansen opta simplesmente por dizer que seus homens foram devorados por caranguejos assassinos mutantes.

Entretanto, Francis, que àquela altura já tinha conhecimento das mais hediondas perversidades que jaziam escondidas nos cantos mais remotos do universo, de cara percebeu que tinha algo de podre no Reino da Dinamarca. Após subornar as autoridades com donuts, Francis finalmente descobre o paradeiro do capitão Johansen, e decide lhe fazer uma visita pessoalmente para tomarem um chá, escutarem Viking Metal e conversarem sobre o polvo-dragão demoníaco que o norueguês tinha visto na ilha e mentido descaradamente para a polícia a respeito.

Porém, assim que chega na casa do norueguês, ele é recepcionado por uma bruxa velha às beiras da loucura do caixão, com feições melancólicas e cara de ameixa seca, a qual vinha a ser a esposa de Johansen. A velha então lhe diz para ir catar piolho, pois seu marido já tinha ido pro saco há muito tempo, vítima de um infarto misterioso. Os médicos não sabiam ao certo o que causara a morte do velho, que apesar da idade, tinha uma saúde louvável, provavelmente devido ao fato de nunca ter comido McDonald's na vida. Dessa forma, a suspeita mais provável é de que Johansen tivera tido seu nome escrito no Death Note por algum dos satanistas adeptos do culto de Cthulhu.

Cquote1.png Esses jovens ainda tem muito o que aprender... Cquote2.png
Cthulhu sobre Galactus

Conversa vai e conversa vem, Francis finalmente consegue passar a perna na viúva, alegando que era um poderoso feiticeiro, sendo que os documentos que seu marido defunto tinha escondido tratavam-se de rituais de necromancia que poderiam trazê-lo de volta a vida. Como a velha não queria passar seus últimos dias solitária e tendo como únicos companheiros 27 gatos e um corvo velho, ela os entrega para Francis, que assim que chega em sua casa, se tranca em seu quarto com uma garrafa de café e um pacote de Doritos para rever seus estudos sobre o bicho grotesco do fundo do oceano. Como era de se esperar, o capitão tinha mesmo visto a coisa, que batia exatamente com a descrição: gosmenta, feia, verde, cheia de tentáculos na cara e com o cheiro de peixe estragado.

De maneira geral, os documentos encontrados por Francis descreviam todos os detalhes que Johansen, por estar se borrando de medo, decidiu esconder das autoridades. Até porque, mesmo se falasse a verdade, o máximo que aconteceria é o internarem no sanatório mais próximo por ser um velho doido, afinal de contas, quem iria acreditar que um ET gigantesco com cara de Davy Jones estaria tirando um ronco numa ilha assombrada em algum canto remoto no meio do mar? Logo, era mais fácil ficar de bico calado e voltar para sua vidinha pacata e chata ao lado de sua esposa depressiva do que passar seus últimos dias preso numa camisa de força, por mais que estivesse traumatizado para o resto da vida.

Basicamente, depois de terem massacrado os macumbeiros satânicos e tomarem sue navio, Gustaf Johansen e os seus puxa-sacos encontram uma estranha ilha no meio do nada. Eles decidem aportar no local na expectativa de encontrarem um restaurante de comida italiana, pois estavam a fim de comer uma pizza altamente calórica ou uma daquelas macarronadas bem gordurosas, já que estavam há muito tempo em alto mar e boa parte de seus suprimentos havia sido devorada pelos ratos do porão do barco. As construções da ilha eram bizarras, cuja arquitetura parecia uma mistura dos estilos de Le Corbusier, Pablo Picasso, Dr. Caligari e Freddy Krueger.

Cquote1.png Olha eu aqui! Cquote2.png
Cthulhu dando o ar da desgraça, após ter sido solto por um bando de asnos.

Eles então decidem sair em busca de algum vestígio de civilidade naquele lugar aberrante, mas as únicas coisas que encontram são teias de aranha, limo, musgo e cheiro de marisco podre. Mesmo se borrando de medo, uma vez que o lugar era mais sombrio que show de banda gótica, Johansen e os demais marinheiros, por serem burros, adentram cada vez mais no local, ignorando completamente os esqueletos empoeirados e as manchas de sangue secas que enfeitavam o lugar de cabo à rabo.

Após andarem sem rumo por corredores saídos de um filme expressionista alemão dos anos 20, um dos marinheiros é afligido por uma dor de barriga das bravas, e decide desesperadamente procurar por um banheiro para evitar alguma desgraça. O idiota então se depara com uma gigantesca porta esculpida com a imagem de um alienígena cefalópode, e achando que se tratava do banheiro masculino, tem a brilhante ideia de abri-la para atender o chamado da natureza e expulsar de seu corpo o leite azedo que havia bebido antes de pisar na ilha.

Porém, assim que o jumento abre o portão gigantesco, a única coisa que ele e seus companheiros encontram é a morte iminente, ao perceber que havia lá dentro um bicho aberrante e asqueroso maior que uma baleia o encarando de forma nada amistosa. Era nada mais nada menos que o grotesco Cthulhu, que não estava nem um pouco feliz por ter tido seu sono de beleza de milênios interrompido por um bando de humanos retardados e sem amor pela própria vida.

Cthulhu na hora da janta, prestes a saborear um delicioso aperitivo.

Cthulhu então começa o seu massacre: três dos idiotas ele envia para o colo do Capeta por meio de uma partida de bafo, esmagando-os com suas mãos e os varrendo da face da Terra literalmente com um tapa. Dois deles nem foram dignos de esforço, já que tiveram um infarto do coração e literalmente morreram de medo ao fitarem o elegante e sexy rosto de Cthulhu, que esbanjava graça e beleza. Três, entre eles o capitão Johansen, fugiram, mas um deles era um jegue e morreu ao escorregar numa folha de alga e bater com a cabeça num pedregulho.

Johansen e um carinha qualquer sem nome foram os únicos que conseguiram sobreviver, tendo escapado do Cthulhu graças a uma milagrosa mistura de naftalina, SBP, Coca-Cola e Mentos que colocaram no motor de seu barquinho mixuruca, fazendo-o mover-se numa velocidade próxima a do som e escapando das garras da coisa. Após o ocorrido, Cthulhu, que tinha voltado para a sua ilha particular para tirar uma sonequinha rápida antes de sair pelo mundo afora chacinando humanos, acaba perdendo a hora e dormindo demais, e R'lyeh volta para o fundo do mar.

Mais tarde, o outro sobrevivente do ataque pira na batatinha e morre em meio a um severo surto psicótico, após vomitar um litro de sangue e boa parte de suas vísceras. Johansen por fim se torna o único sobrevivente de fato, e Francis se dá conta de que era questão de tempo até os macumbeiros reviveram o bicho novamente, e dessa vez, eles provavelmente lhe trariam um despertador para evitar que ele durma demais. Porém, para sua felicidade, Francis não estaria mais nesse mundo quando acontecesse, pois sabia que não ia demorar mais que uma semana até os macumbeiros escreverem seu nome do Death Note e o eliminarem por saber demais. A história termina com Francis falando umas abobrinhas para encher linguiça e encerrando seu relato.

Personagens[editar]

Inspetor Legrasse ouvindo perplexo os relatos sobre a macabra seita de adoração aos aliens.
  • Francis Wayland Thurston - Narrador e protagonista da história, Francis é um pobre infeliz que teve o grande azar de se envolver acidentalmente com o demoníaco culto de Cthulhu. Francis era apenas um antropologista aleatório que em virtude da falta de demanda no mercado de trabalho, para ganhar a vida, sempre acabava em alguma universidade meia-boca dando alguma aula introdutória ou em alguma sala de aula de Ensino Médio ensinando sociologia para adolescentes alienados e analfabetos funcionais. Provavelmente sua vida chata e desinteressante tenha sido o maior responsável por ele se dedicar tanto a pesquisar sobre o tal culto, uma vez que inconscientemente, mesmo sem perceber, ele clamava por algo que o libertasse de sua rotina infeliz. Ele possivelmente foi morto em algum beco escuro e sombrio por algum dos adoradores de Cthulhu, o que de certa forma foi um alívio, já que a julgar pelo andar da carruagem, não demoraria muito para ele perder os poucos parafusos que lhe restavam e ser jogado para apodrecer em algum manicômio imundo.
  • John Raymond Legrasse - Inspetor Legrasse é de longe o único policial com culhões e minimamente útil de Nova Orleans, sendo também o único que realmente estava comprometido com o seu trabalho ao invés de ficar vadiando na delegacia de polícia. Tendo tido como tutores Chris Redfield e Matt Cordell, Legrasse foi o responsável por liderar o ataque que, mesmo em clara desvantagem, conseguiu colocar fim a um dos diabólicos cultos de adoração a Cthulhu, que era realizado em um pântano sombrio e utilizava sacrifícios humanos e sangue de bode em seus rituais. Legrasse também merece uma honrosa menção por ter sido o único a entrar em contato com o culto e sair vivo para contar história, provavelmente porque os cultistas ficaram tremendo na base com a ideia de ter de encará-lo.
  • George Gammell Angell - George foi o tio-avô de Francis, que foi morto perto de um cais após levar um golpe de judô de um dos macumbeiros que adoravam Cthulhu. Tudo indica que o velho, em meio a sua doentia obsessão pelo ocultismo e por seitas demoníacas, acabou descobrindo mais do que devia, motivo pelo qual teriam atentado com sua vida. De uma forma ou de outra, mesmo que não tivesse sido assassinado, ele acabaria morrendo mesmo mais cedo ou mais tarde, já que mais cedo ou mais tarde uma gripe ou um AVC o pegariam de jeito. Antes de se tornar um velho caduco, George era Professor Emérito de Línguas Semíticas da Universidade Brow, ou seja, ele ensinava idiomas asiáticos e africanos enrolados que ninguém mais é capaz de entender, tais como árabe, aramaico, hebraico e alguns idiomas obscuros e anônimos falados nas regiões mais inóspitas da Etiópia.
  • Henry Anthony Wilcox - Wilcox é um nerd antissocial (provavelmente virgem) que decidiu se isolar de qualquer contato com outros seres humanos devido as constantes surras e atos de bullying que sofria na escola. Depois de tanto estudar Auguste Rodin e ler sobre as aberrantes gárgulas das catedrais góticas, tornou-se um escultor de level máximo, vendendo suas esculturas a preços abismais no Mercado Livre, já que era a única forma de ganhar a vida sem precisar sair de casa e topar com outros seres de sua mesma espécie. Como todo nerd, ele naturalmente tinha certa afinidade com alienígenas, monstros e outras aberrações da ficção científica, motivo pelo qual ele fora escolhido pelo próprio Cthulhu para difundir a sua palavra e esculpir uma grotesca estátua sua. Seus frequentes pesadelos com o monstro foram estudados de cabo a rabo pelo tio-avô de Francis, que jurava que aquilo poderia ser um presságio para a chegada do Apocalipse.
Como toda celebridade, Cthulhu é o tempo todo alvo de paparazzi e de assédios por parte de seus fiéis fãs.
  • Castro - Castro foi um cultista X9 interrogado por Legrasse, que preferiu trair a confiança de Cthulhu e entregar todos os podres do culto a ter de enfrentar a fúria iminente do inspetor. Além do mais, como era um velho caquético que já estava com os dois pés na cova, não tinha muito o que perder, já que provavelmente não estaria mais aqui para ser punido por Cthulhu quando este retornasse para escravizar a humanidade.
  • William Channing Webb - Webb, assim como Francis, era um desocupado antropologista, e fez uma breve participação na história para tapar buracos, sendo que a contribuição mais útil para o enredo foi contar uma historinha para boi dormir sobre os esquimós possuídos pelo Capeta na costa da Groenlândia.
  • Gustaf Johansen - Capitão Johansen foi o norueguês que liderou o grupo de antas que cometeu a grande burrada de libertar Cthulhu de seu estado de hibernação. Antes de ganhar a vida em alto mar, Johansen vendia CD's de viking metal e livros usados de mitologia nórdica em um brechó, mas que decidiu partir em busca de novos horizontes ao se dar conta de que acabaria morrendo na mais absoluta miséria caso continuasse levando a vida que estava levando. Morreu antes de Francis ter entrado em contato com ele, provavelmente vítima de algum macumbeiro homicida por saber demais.
  • Cthulhu - Cthulhu é o personagem central da história, sendo também o único que interessa. Cthulhu nada mais é do que uma entidade alienígena cósmica, tratando-se de uma espécie de híbrido entre polvo, dragão e demônio, provavelmente sendo o fruto do cruzamento de um Kraken com um titã da mitologia grega. Cthulhu fez sua primeira aparição nesse conto, e atualmente encontra-se como uma das principais divindades do panteão nerd ultra-virgem. Não se sabe qual a origem de Cthulhu, só o que se sabe é que ele se trata de uma monstruosidade essencialmente maligna, que tem como única meta em sua vida semear o caos, a desgraça e a morte pelos quatro cantos do Universo. É claro que, para variar, seu principal alvo é a Terra, o que não é de se espantar, afinal de contas, seres humanos são tremendamente filhos da puta, e é bem natural que todos os seres do universo queiram sua extinção absoluta. Inclusive, não seria nenhuma surpresa se Cthulhu fosse uma arma de destruição em massa criada pelo próprio Deus para dar cabo dos seres humanos como punição, que provavelmente já deve estar arrependido de ter criado uma raça tão mesquinha e insuportável.

Ver também[editar]